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terça-feira, 4 de outubro de 2011

FONASC-CBH presente no lançamento do Dia das Nascentes do Rio Preguiças




Conhecida por suas belezas naturais, pelos Lençóis Maranhenses e pelo Rio Preguiças, a cidade de Barreirinhas foi palco do lançamento do Dia das Nascentes do Rio Preguiças. O evento aconteceu no último dia 21 de setembro, data que marcará, todos os anos, o momento de lembrar a preservação deste importante rio do Maranhão. 

O evento faz parte do Projeto Revegetação das Nascentes do Rio Preguiças, realizado pelo Instituto de Agronegócios do Maranhão (Inagro) e patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Ambiental. Na programação do dia, houve palestra da secretária municipal de Meio Ambiente, Isabela Pinho de Lucena, que falou sobre a importância da bacia hidrográfica do Rio Preguiças, além da presença de Thereza Christina Pereira, vice-coordenadora nacional do FONASC-CBH, convidada para explicar a política de gestão das águas, evidenciando a importância da participação de todos os atores sociais na preservação das bacias hidrográficas. 

Thereza Christina explicou o funcionamento da política nacional de recursos hídricos, evidenciando o seu caráter descentralizado e participativo, o que diferencia e particulariza a política das águas de todas as demais políticas nacionais, como saúde e educação, por exemplo. Ela falou ainda sobre a importância de a sociedade civil estar organizada e tomar para si o seu papel de cuidar das águas, papel este que é determinado por lei e elencou as formas como a sociedade pode se organizar. “Quando o Governo criou a Lei das Águas, ele criou dois lugares onde nós, enquanto sociedade civil, devemos estar para cuidar da água: são os conselhos estaduais de recursos hídricos e os comitês de bacias hidrográficas. No Maranhão, nós ainda não temos comitês, mas podemos considerar esse projeto como um pontapé inicial para a criação de um comitê ou da lagoa que é a nascente do Rio Preguiças ou do próprio rio como um todo”.

Ao todo, no Brasil, existem 180 comitês de bacias hidrográficas espalhados por todos os estados. Os comitês são a primeira instância de discussão dos assuntos relativos à água; um clube de mães, uma associação de moradores são exemplos de como a sociedade civil pode se organizar e pleitear a criação de um comitê de bacia hidrográfica. “É nós CBHs que as discussões sobre a água devem acontecer. Se ,por exemplo, houver um agricultor que vai fazer uma plantação de tomate e vai precisar usar a água do rio, é no comitê que será discutido como ele fará isso sem agredir o meio ambiente e sem prejudicar os demais”, destaca a vice-coordenadora do FONASC-CBH.

O coordenador do Projeto Revegetação das Nascentes do Rio Preguiças, Francisco Soares, explica a relevância de uma iniciativa como essa para o despertar da consciência ambiental e de uma forma sustentável de movimentar a economia local. De acordo com ele, até agora já foram realizados dois treinamentos com a comunidade, além da construção de um viveiro com 20 mil mudas. “A comunidade aprender a fazer as mudas que, além de serem utilizadas na revegetação das nascentes do rio, podem servir como fonte de renda também”, explica. 

Segundo Maria do Socorro Lima Silva, líder comunitária do povoado Vereda, a chegada do projeto na comunidade trouxe mudanças, mas ainda é preciso haver mudança de postura de muitos moradores. “Depois do projeto, a gente passou a cuidar mais dos rios, mas tem gente que ainda não entende essa necessidade. Mas, estamos fazendo o possível para que isso ocorra”, disse.

Bacia Hidrográfica do Rio Preguiças
O Rio Preguiças é o principal rio da hidrografia regional. Possui 6.750 km2 e 125 km de extensão, banha as cidades de Barreirinhas, Santo Amaro e Paulino Neves. Suas águas margeiam a sede e mais 55 povoados, desde a sua nascente, no município de Santana do Maranhão, até desaguar no Oceano Atlântico, ao lado dos Lençóis Maranhenses. Seus principais afluentes são: Cocal, Munim, Santa Rosa, São José dos Sacos, Santo Inácio, Fura Braço, Palmeira, Massangano e Juçaral. O Preguiças é um rio perene. Há mudança visível somente na cor de sua água; no inverno escurece, e no verão clareia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Projeto Ciliar Só-Rio Acre

Exemplo de matas ciliares nas margens dos rios

Aprovado em 2008 pelo CNPq, com orçamento de 200.000 reais, o projeto Ciliar Só-Rio Acre vem desenvolvendo uma série de estudos inéditos na mata ciliar do Rio Acre.
Provavelmente trata-se do projeto mais abrangente realizado nessa tipologia florestal e que permitiu esclarecer uma série de lacunas científicas.

Somente para se ter uma idéia, foi a partir desses estudos que se concebeu uma nova metodologia para cálculo do Índice de Valor de Importância para mata ciliar, denominado pela equipe de pesquisadores de IVI-Mata Ciliar, que permite chegar a uma lista das 20 espécies florestais de maior importância para serem usadas em projetos de restauração florestal da mata ciliar nos oito municípios cortados pelo Rio Acre.

Outra inovação tecnológica importante foi a definição da largura técnica para a mata ciliar em cada cidade. A definição da largura da mata ciliar, para ir além do que estabelece o Código Florestal, é motivo de discussões profundas.

O Ciliar contribuiu de maneira significativa. 
Finalmente o Ciliar também irá ajudar na legislação municipal para mata ciliar. Com um amplo Programa de Extensão Florestal os pesquisadores estão mostrando para os vereadores de todos os municípios os resultados das pesquisas e a importância de uma Lei Municipal da Mata Ciliar.

 (fonte: Associação Andiroba)



E o que é mata ciliar?
Mata ciliar é a formação vegetal localizada nas margens dos rios, córregos, lagos, represas e nascentes. Considerada pelo Código Florestal Federal como "área de preservação permanente", com diversas funções ambientais, devendo respeitar uma extensão específica de acordo com a largura do rio, lago, represa ou nascente. A degradação das matas ciliares pode causar desde a escassez de água até a erosão das margens e o consequente assoreamento dos rios.